''Não somos contra o desenvolvimento, mas temos que qualificar esse desenvolvimento de uma forma séria, caso contrário não estaremos aqui para contar essa história
para os nossos netos.''
Gaúcho de nascimento, carioca de formação e baiano por opção há quase 30 anos, o engenheiro mecânico Renato Cunha foi um dos fundadores do Grupo Ambientalista da Bahia – Gambá, que está completando 25 anos de atividade e é, hoje, uma das mais respeitadas ONGs baianas da área ambiental. Nesta entrevista exclusiva ao site da Cetrel, ele fala da trajetória do Gambá, do aquecimento global, da maré vermelha na Baía de Todos os Santos, da transposição do rio São Francisco e de uma série de questões relacionadas ao meio ambiente.
“A verdade é que a gente nota uma postura diferenciada do governo brasileiro nessa questão da prevenção, o que tem sido feito com muita responsabilidade, trabalhando bem antes da coisa acontecer”
Anilton Araújo
Desde 2002, o Ministério da Saúde, através do seu Departamento de Vigilância Epidemiológica, vem monitorando toda a costa brasileira com o intuito de prevenir e/ou detectar a entrada no país do vírus da Febre do Nilo Ocidental, doença que já registrou ocorrências na América do Norte e América Central, que ataca aves e cavalos e pode provocar meningite em seres humanos. A partir de 2005, esse monitoramento passou a contemplar o vírus da gripe aviária, que se alastrava na Ásia e na Europa. Também em 2005, o Ministério da Saúde procurou a Cetrel para solicitar o apoio da empresa nas pesquisas de campo, através da equipe do Programa de Estudo e Preservação da Fauna. O trabalho vem sendo feito de forma intensa nos dois últimos anos. Na semana passada, o veterinário Francisco Anilton Araújo e sua equipe do Departamento de Vigilância Epidemiológica estiveram em Camaçari para investigar a ocorrência de mortes de cavalos no município. Anilton é o responsável técnico pela Campanha de Vigilância da Febre do Nilo Ocidental e da Gripe Aviária. O site da Cetrel aproveitou sua vinda a Camaçari para saber sobre o andamento desse importante trabalho. É o que você vai ler nesta entrevista exclusiva.
''A política ambiental tem que procurar construir pautas sustentáveis com os demais setores''. A política ambiental tem que procurar construir pautas sustentáveis com os demais setores”.
Júlio Rocha
Graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1992, mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1997 e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2001, Júlio César de Sá da Rocha foi Superintendente do IBAMA na Bahia por três anos e meio. Atualmente, é o novo Superintendente de Recursos Hídricos no Estado. Em entrevista exclusiva ao site da Cetrel, Júlio fala das suas idéias sobre preservação ambiental e faz uma análise da atuação do IBAMA nesse contexto.
''Fui educado na prática do amor à natureza. Sempre busquei aprender com seus ensinamentos. Ela nos dá todas as respostas.''
Norberto Odebrecht
Presidente de honra da Odebrecht S.A e presidente do Conselho de Curadores da Fundação Odebrecht, o engenheiro Norberto Odebrecht nasceu em Recife em 1920. Com sólida formação luterana, começou a trabalhar aos 15 anos em uma empresa de construção civil da qual o pai era o sócio. Cursou a Escola Politécnica da Bahia e criou, em 1944, a Construtora Norberto Odebrecht, que deu origem à Organização Odebrecht – um conjunto diversificado de empresas presente em mais de uma dezena de países. Há alguns anos, Norberto Odebrecht desligou-se das funções executivas do grupo e vem se dedicando a desenvolver a consciência ecológica dos proprietários de terra e posseiros da Bacia do Rio Juliana e áreas adjacentes, no Baixo Sul da Bahia. Criou a primeira Organização de Conservação de Terras no Brasil (OCT), para conservação da natureza na APA do Pratigi, NO Baixo Sul. Em entrevista exclusiva ao site da Cetrel, Norberto Odebrecht fala de meio ambiente e mostra como a sua trajetória profissional está profundamente ligada à sua trajetória de vida.
São mais de 25 anos dedicados ao estudo das aves não só na Bahia e no Brasil, como no mundo. O gosto pelos bichos e pela vida no mato vem desde criança, no povoado de Caboto, no entorno da Baía de Todos os Santos, onde passou a infância. O veterinário e ornitólogo Pedro Lima, coordenador do Programa de Estudo e Preservação da Fauna da Cetrel, ainda tentou uma profissão mais convencional, como químico no laboratório da antiga Copene, no Pólo Petroquímico de Camaçari. Mas, não deu certo. O negócio dele era mesmo o reino animal. Formou-se em Veterinária, pela UFBA, em 1988. No ano seguinte, já estava na Cetrel, trabalhando com a fauna. Desde então, construiu uma sólida e renomada carreira internacional como ornitólogo, com um trabalho marcado principalmente por dois diferenciais: a habilidade de envolver as comunidades no trabalho de preservação e o desenvolvimento de técnicas de reintrodução na natureza de animais silvestres vítimas do tráfico.
Confira a entrevista com Rolf Grantsau, ornitologo, naturalista e zoólogo alemão.
Rolf Grantsau
Internacionalmente conhecido pelo seu trabalho na área de ornitologia, o naturalista e zoólogo alemão é um profundo conhecedor da natureza do Brasil. Exímio desenhista científico, ele desenhou para o Instituto Butantã todas as espécies de cobras identificadas no Brasil e publicou, em 1991, o livro “As Cobras Venenosas do Brasil”. Três anos antes, em 88, ele havia publicado “Os Beija Flores do Brasil”, também ricamente ilustrado. Aos 75 anos, o professor Grantsau vive desde 1962 no Brasil. Desde 1996, ele é consultor do Programa de Preservação da Fauna da Cetrel. Nesta entrevista, ele fala com paixão de amante e rigor de cientista do único assunto que lhe interessa: a natureza.
Engenheira química e diretora geral do Centro de Recursos Ambientais - CRA.
Lúcia Cardoso
Diretora geral do Centro de Recursos Ambientais - CRA. Engenheira química com 21 anos de experiência na área ambiental e que hoje responde pela execução da política de meio ambiente na Bahia, sendo a primeira mulher a exercer a função.
Confira a entrevista com a bióloga e pesquisadora Helen Hays, do Museu Americano de História Natural, de Nova York.
Helen Hays
Aos 74 anos, a bióloga norte-americana Helen Hays é reconhecida internacionalmente pelas suas pesquisas de campo com aves oceânicas. Ela trabalha com o vigor de uma adolescente e muitas vezes vira noites em bancos de areia, seja no litoral brasileiro ou na ilha de Great Gull, na costa do estado de Nova York, sempre pesquisando a Sterna dougallii - rara espécie de gaivota do Hemisfério Norte, ameaçada de extinção, à qual Helen já dedicou quase a metade da sua vida. Em abril, ela esteve no litoral do Pará, junto com a equipe de Preservação da Fauna da Cetrel, pesquisando a rota migratória da dougallii. Em Belém, Helen nos concedeu a seguinte entrevista: .